A ansiedade é definida como um estado emocional desagradável, representado por um conjunto de sintomas causados por uma liberação de substâncias com efeito estimulante, que prepara o organismo para enfrentar um perigo ou fugir dele. Quando sentida em alta frequência e intensidade deixa de ser um fator de proteção e passa a prejudicar o indivíduo e interferir na sua qualidade de vida. No mais recente levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil ficou em primeiro lugar com o maior percentual de pessoas diagnosticadas com ansiedade no mundo. Com o objetivo de discutir o assunto, o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) do Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Huapa), da SES - Governo de Goiás, promoveu no auditório da unidade, uma palestra com a psicóloga especialista em avaliação psicológica, Taís Gaudart, sobre ansiedade alimentar. O encontro fez parte do programa “Peso Certo”.

“Quando o desejo por comida chega a causar transtornos alimentares ou problemas de saúde como obesidade, diabetes, entre outros, é hora de parar e investigar a causa emocional. Também é preciso tratar as questões emocionais para não adoecer”, destacou a psicóloga. A supervisora do Serviço de Higiene e Limpeza (SHL) do Huapa, Luciana Lopes assumiu sofrer com ansiedade alimentar. “Eu já cheguei a comer uma caixa inteira de chocolates e levantar de madrugada para fazer brigadeiro. Depois que fui parar no hospital com problemas de saúde em decorrência da má alimentação, busquei ajuda e hoje faço dieta, mas não é fácil controlar a ansiedade”, compartilhou Luciana.

Segundo a psicóloga Taís Gaudart, existem três tipos de fome: a emocional, comportamental e física. “Na fome emocional o indivíduo se alimenta somente por prazer, na comportamental, o ato de comer é devido a hábitos gerados por horários estabelecidos e a fome física é a real, quando o cérebro sinaliza a necessidade de alimento para o corpo”, explicou.